Como os professores estão lidando com o ensino durante a pandemia?

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Para apoiar educadores e redes de ensino no enfrentamento diário dos desafios impostos pela Covid-19, a Nova Escola realizou uma pesquisa on-line com sua base de usuários para investigar a situação dos professores no Brasil durante a pandemia.

O levantamento, feito entre com 9.557 profissionais de escolas municipais, estaduais e particulares, sendo 85,7% professores da Educação Básica (ensino infantil, fundamental e médio), capturou o cenário vivenciado por educadores em quatro eixos: situação do professor, situação da rede, participação dos alunos e famílias nas atividades e perspectivas para o retorno das atividades presenciais. Baixo índice de participação de alunos e famílias nas atividades a distância, atraso no calendário letivo, falta de apoio da rede e saúde mental dos professores comprometida são alguns dos principais pontos mapeados.

 

  • Como os professores avaliam a experiência do ensino remoto?

O trabalho com o ensino remoto durante a pandemia foi avaliado como razoável por 33% dos participantes, outros 30% julgaram a experiência ruim ou péssima. Entre os fatores negativos, aparecem os desafios para a adaptação do formato, baixo retorno dos alunos, alta cobrança de resultados, crescimento da demanda de atendimento individual às famílias e falta de capacitação, de infraestrutura e de contato direto com os alunos.

Em relação à saúde mental/emocional, 28% dos professores avaliaram-na como ruim ou péssima e 30% como razoável, com destaque para o estresse envolvido na necessidade de aprender rápido, risco de contaminação, insegurança em relação ao futuro, falta de reconhecimento das famílias e gestores, excesso de atividades. Esta classe profissional é composta por 85% de mulheres e a questão de gênero aparece em preocupações advindas da dupla jornada, como a dificuldade de conciliar as atividades domésticas com as profissionais e de acompanhar e apoiar os estudos dos filhos em idade.

  • Perspectivas sobre o retorno: preocupações

Sobre uma possível retomada das aulas presenciais, 74% dos professores acreditam que voltam à escola no segundo semestre deste ano, outros 19% acreditam num retorno apenas em 2021. As preocupações mais recorrentes para a volta às aulas são o estado psicológico dos alunos, famílias e equipe escolar; a defasagem da aprendizagem pelo ensino remoto; a readaptação; o risco de contágio e uma nova onda da Covid-19.

 

Fonte: Lunetas